Para Hans Rosling o mundo está melhor do que pensamos

Para Hans Rosling o mundo está melhor do que pensamos


E os dados comprovam


1. A percepção de que tudo piora


É comum acreditarmos que vivemos tempos cada vez piores. Guerras, crises e violência estampam as manchetes todos os dias, alimentando a sensação de que o mundo está em queda constante. Essa impressão, porém, muitas vezes é resultado de instintos mentais, interesses políticos e estratégias midiáticas que distorcem a forma como interpretamos os fatos.


2. Por que pensamos o contrário


O linguista Noam Chomsky aponta que o medo é frequentemente usado como instrumento de poder. Governos e grupos de interesse sabem que populações com medo são mais fáceis de controlar e manipular. A mídia, por sua vez, não é apenas um espaço de informação: ela serve a interesses econômicos e políticos e, como qualquer empresa, busca lucros. Notícias ruins vendem mais porque geram atenção, engajamento e audiência.


Além disso, há um fator biológico: nosso cérebro carrega resquícios evolutivos que priorizam notícias de perigo. Para os nossos ancestrais, identificar ameaças rapidamente era uma questão de sobrevivência. Por isso, tragédias e riscos ainda chamam mais a nossa atenção do que boas notícias.


3. O que os números mostram


Se analisarmos dados concretos, veremos que muitos indicadores globais melhoraram nas últimas décadas:

Pobreza extrema caiu significativamente.

Expectativa de vida aumentou em diversos países.

Mortalidade infantil teve reduções históricas.

Acesso à educação e à informação se expandiu para regiões antes isoladas.

Avanços médicos ampliaram não só a quantidade, mas também a qualidade de vida.


4. Os instintos que distorcem nossa visão


No livro Factfulness, Hans Rosling descreve três instintos mentais que alimentam o pessimismo:


1. Instinto da Negatividade – focamos mais nas más notícias do que nos avanços.

2. Instinto do Medo – superestimamos riscos porque eventos chocantes ganham mais visibilidade.

3. Instinto da Culpa – buscamos culpados imediatos para problemas complexos, simplificando demais as causas.


5. Como enxergar com mais clareza


O antídoto para essas distorções é adotar uma visão baseada em dados e não apenas em manchetes. Reconhecer progressos não significa ignorar problemas, mas ganhar clareza e energia para enfrentá-los com menos medo e mais objetividade.


6. Entre o medo e a esperança


O mundo está longe da perfeição, mas também distante do colapso absoluto que imaginamos. Entre tragédias e avanços, os números nos lembram: estamos progredindo — e isso importa.

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