As veias abertas de Galeano
“O melhor dos meus dias ainda não vivi, a cada perda corresponde a um encontro de alguém que ainda não conheci. A realidade é generosa e não tem falhas. Eu a crio para celebrá-la. E ao celebrar denuncio tudo o que impede que gente reconheça em nós e nos demais o que somos, as múltiplas cores do arco íris terrestre. Somos muito mais do que dizem que somos.”
Eduardo Galeano cuja obra transcende gêneros. Ele fala de história e política mas escreve como se fosse poesia, prosa. Ele usa de jornalismo e ao mesmo tempo de ficção para contar histórias e História. Com uma linguagem poética ele conta a história de saqueamento de riquezas e exploração econômica vivida pela América Latina e feita pela Europa e depois dos Estados Unidos. Ele diz não ter se formado historiador mas que celebra a realidade para denunciar tudo aquilo que impede a nós mesmos e aos outros de nos vermos como somos, plurais, um arco-íris de cores. Ele denuncia as tentativas de uma raça construir uma narrativa de ser superior as outras. Somos todos seres humanos, pequenas fogueiras. Como diz Galeano, não existem fogueiras iguais, cada uma brilha com luz própria, tem gente que tem chamas pequenas ou serenas e outras grandes chamas que ardem o céu de brasas. Alguns queimam a vida com tanta intensidade que não há como se aproximar dele sem sentir o seu calor. Apesar do passado de exploração devemos reinventar o futuro, não aceitá-lo. Não temos que nos resignar às fatalidades do destino, porque a história pode nascer de novo a cada dia
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